domingo, 30 de agosto de 2015

Apreciai Este Novo Brinquedo!

Bom domingo, fiéis e reverendíssimos leitores!
Tendo em atenção o facto de este fim-de-semana ser o último do mês de agosto resta-nos esperar que as vossas férias tenham sido tão ou mais amenas que as nossas.
Porém, esta nossa introdução amigável não vai desprovida de uma intenção. Intenção, essa, de nos colocarmos em alta consideração vossa de modo a que sejais hábeis na prática da benevolência e perdoeis a zombaria que, em continuação, lereis. 

Parece que setembro corre para a meta e chega tão rápido como o Bolt e, com ele, as obrigações profissionais que no dia um nos obrigam a retomar. Fazemos uma salvaguarda: onde se lê “nos”, na verdade, devia estar “vos”. Mas como é de “bom tom” colocarmo-nos, de vez quando, na perspetiva do nosso semelhante optámos pela conservação desse vocábulo.

Retomando a ideia principal e, recorrendo à amicícia recordação da nossa intenção, desejamos que este regresso ao trabalho se revele agradável e ofélimo para vós e para quem, os vossos serviços, requisitar. 
Todavia, comunicamos que as nossas férias sobrepor-se-ão ao vosso horário de labutação. Que enquanto sonheis com águas vítreas e puras, nós estaremos a dar um mergulho nesses mares francos e facoides. Que enquanto o vosso sol apenas vos sorri e torna visível por uma janela, para nós o único entrave será o céu. Que…
Quiçá seja melhor não continuar. Pretendemos que constitua uma brincadeira com os bem humorados e não um ataque.

Brincado o que havia para brincar e tendo como companheiro quem aceitou entrar neste pequeno gracejo, prosseguimos para a escrita (vossas excelências para a leitura) do que, no decorrer desta semana, mais nos desencadeou um pequeno prurido (vulgo coceira) cerebral.

Vimos falar do apple watch.
Sim, somos conscientes que o aparelho tem já uns meses(?) no mercado. Todavia só agora. incauto e oportuno, como é característico dos intrépidos, ousou atravessar a córnea, iris e cristalino até ao nervo ótico sendo todo o conjunto de despolarização produzidas processados na área occipital do nosso cérebro.

Veja-se que o assunto passou por nós ágil e desapercebido tal moça no secundário até ao dia em que descobre o soutien push-up.
E, talvez, pelos mesmos motivos: mais caros que o normal e o que acrescentam em relação à versão original é muito pouco.

No entanto, parece que alguém, com o seu brilhantismo e aquela estrelinha que protege os engenhosos, criou uma aplicação e um apetrecho para o aparelho que o permite ser utilizado como…brinquedo sexual. Especificando mais, como um vibrador.

Proponho que nos detenhamos atentamente na explicação do método que permite esta surpreendente e pouco comum utilização dos produtos da Apple.

Acreditamos que toda a gente tenha já brincado ou sentido tentada a brincar com a vibração dos telemóveis. Porém, estes senhores e senhoras, responsáveis por esta arrebatadora invenção, conseguiram conduzir essa piada a um nível jamais imaginado pelos homens-deuses do humor.  
Criaram um apetrecho vibratório controlado pelo relógio através da aplicação denominada “Blush” (traduzido, será algo como corar). O dito aparelho pode estar à mercê das vontades tanto pessoais como dos parceiros…e com um crescendo cada vez mais exponencial da dita “liberdade pelos gostos sexuais”… das parceiras. Ainda que, para nós, o local de introdução, neles, se mantenha uma incógnita.
Esta pequena máquina, que promete até duas horas de diversão devido às suas baterias recarregáveis via USB (ou seja, no computador), pode ser usada também à distância via Bluetooth até 10 metros e desde que haja a toda poderosa Internet.

Segundo o site, “pode ser utilizado para estimulação a solo, diversão pública discreta ou para casais separados pela distância; este brinquedo trará novas sensações à sua vida sexual”.

Além de todas estas possibilidades permite ainda criar padrões de vibração ao gosto do utilizador e partilhá-las com o resto do mundo.
Achamos que sim! Depois do PirateBay, cria-se um armazém virtual onde estejam disponíveis as vibrações personalizadas por essa multidão de utilizadores. E podíamos fazer tops, gostos, mais utilizados da semana,…
E tudo por apenas 10.000 euros!


Aconselhamos, às mulheres e homens que optam pela “diversão pública discreta”, que mantenham este objeto bem escondidinho e aconchegado nos meandros da vossa anatomia. Ah, e não os carreguem enquanto tomam um café com o vosso computador no trabalho…quer dizer, depende do patrão! 

domingo, 23 de agosto de 2015

Quem serão eles?

Mais uma semana que passou, menos uma semana que resta para gozar as férias. Também falta menos uma semana para as eleições e, apesar de sermos orgulhosamente apolíticos, o tema de hoje será precisamente esse: eleições.
E não, não vamos falar das vantagens da democracia, nem de campanhas, nem de eleições legislativas, apesar de serem as próximas no calendário português. Falaremos das eleições presidenciais, que embora ainda relativamente distantes no espaço temporal, têm já dado muito que falar.
Portanto, hoje iremos dar a conhecer os candidatos favoritos dos autores deste blog para as eleições presidenciais.

Comecemos pela personagem mais humorística do palco da política portuguesa. Ele é madeirense e não é o Cristiano Ronaldo. Ele é maluco e não é o Alberto João Jardim. Falo, sem qualquer dúvida e sem qualquer demora, do José Manuel Coelho.
Essa personalidade, que bem poderia estar internada no Sobral Cid, entrou nas nossas vidas há quase cinco anos e, desde então, têm alegrado a nossa existência com a sua genialidade política. Atormentou os últimos anos do Alberto João enquanto presidente da Madeira e continua a aterrorizar o mandato do atual presidente.
Seria um fantástico candidato, porque, acredito eu, reinaria a boa-disposição. E, talvez, com tudo o que vai naquela mioleira, a Alemanha deixaria de governar a Europa. Tudo porque ele é maluco o suficiente para explodir com aquilo tudo.

O segundo candidato que sugerimos é o Marinho e Pinto. Ex-bastonário da Ordem dos Advogados, eurodeputado e candidato a primeiro-ministro. Este homem é um faz-tudo e é absolutamente incansável naquilo que diz respeito a insultos e agressões a terceiros.
Além disso, é bem possível que ele desista do cargo enquanto presidente apenas um mês após a tomada de posse por considerar que recebe em demasia. Renúncia ao cargo, mas nunca ao salário! Isto é um homem de ideias feitas.
Consideramo-lo um bom candidato porque, se houvesse algum problema entre ele e o governo, ele ia para a televisão e enxovalhava os ministros. Isto se ele ficasse lá durante mais de um mês.

Por fim, mas nem por isso menos credível, temos o Duarte Lima. Ele apenas é acusado de homicídio e desvio de capitais, mas se no Brasil uma pessoa condenada por assalto à mão armada pode chegar a presidente, por que razão um homicida em Portugal não pode?
Talvez, com a sua eleição, pudesse ser finalmente firmado o acordo de extradição com o Brasil e o Duarte Lima pudesse ir governar para lá e criar de novo o império português. E, quem sabe, se calhar o Sócrates ficava como regente do território desde o forte de Évora.


Por hoje é tudo, e não podemos deixar de referir para, na eventualidade de alguns destes nomes se encontrar no boletim de voto, refletirem bem antes de tomarem qualquer decisão. Porque são estes os homens certos para esse cargo.

domingo, 16 de agosto de 2015

Quando rir é mesmo o melhor remédio!

Na semana em que na santa terrinha estreou o aguardado filme dos Minions, não me posso permitir não aquinhoar a seguinte história. Passa-se algures neste mundo de mentes isentas de sentido de humor mas repletas de substâncias libertadoras de odores intestinais.
Acontece que certo indivíduo, aborrecido quiçá ou com genuína vontade de lavar algumas cabeças, aperaltou-se, vestiu-se de modo a representar os pequenos aventureiros amarelos e dirigiu-se a um supermercado. Aí chegado, consultou a sua lista de compras onde constava a razão da sua ida. O item desejava eram…bananas.  

Quem conhece a narrativa do filme já apregoado poderia predizer qual seria o procurado artigo por estranha personagem.
Todavia, por muito engraçada e, obviamente, estranha que seja a brincadeira nem toda a gente soube encaixar a índole humorística que o seu autor quis emprestar à sua ação. Isto porque o gerente pediu ao arlequim para abandonar a loja e nunca mais voltar. Do género….banido para a vida!

Como justificação disse que se este estivesse a recolher dinheiro para a caridade poderia ficar e prosseguir com a sua ação de beneficência mas como era para simples recreação, não autorizou o prolongamento dos seus afazeres.

Talvez este Minion deva adotar este gerente como o seu próximo patrão malvado que pretende impedir o alcance da felicidade mundial não permitindo ações que bem disponham o estado de espírito da malta. Posto isto, o Gru é que é o Maldisposto….certo?´

Deixa-me um pouco tristonho…talvez tristonho não seja exatamente a palavra que procuro… deixa-me desapontado acreditar que haja pessoas que não conseguem ver para além da simples execução de uma atitude chistosa.

Será o sorriso tão pueril ao ponto que também sintamos a necessidade de cortar na energia despendida nele? Já anda a EDP também a cobrar os joules que consumimos para nos rirmos? È que se anda, por favor, avisem-me que a minha dívida a essa empresa deve ser já grandita!

É que não bastam todos os importantes e suficientes problemas que envolvem as nossas vidas como ainda queremos adicionar a essa lista a incapacidade e a recusa do riso.

Rir faz bem! Sorrir é uma doença contagiosa para a qual, felizmente, não há vacina. Ri-te, contagia alguém com o teu sorriso e, no fim, quando te despedires dessa pessoa, não te sintas mal por tê-la “infetado”. Acabaste de lhe diminuir o stress e a ansiedade. Acabaste de lhe produzir a libertação endorfinas. Acabaste de lhe fortalecer o sistema imunitário. No fim de contas, acabaste de lhe trazer saúde e até salvar-lhe a vida!


E acredita que não há procedimento médico tão eficaz como partilhar um sorriso!

domingo, 9 de agosto de 2015

Aleatoriedades

Não tenho texto. Por isso decidi escrever completas aleatoriedades. Nada disto vai fazer sentido. Mas a outra opção era escrever um texto sobre o pretexto de não ter um texto. Mas isso pareceu-me muito confuso na minha cabeça. Por isso, optei pela segunda opção.
Consideram que estou fazer um pouco de stand-up comedy. A única diferença é que estou sentado. Então consideram que estou a fazer sit-down comedy. Mas isto também não tem muito piada. Então vou fazer sit-down tragedy.

Um pouco mais a sério, quero-me queixar que o meu computador ganhou-me ontem num jogo de xadrez. Não gostei e hoje desafiei-o para um jogo de boxe. Ganhei. Ficou com o ecrã partido e umas teclas arrancadas. Agora tenho de o levar ao oftalmologista e ao dentista de computadores para ver se fica bom para o round 2. O árbitro não permitiu que continuasse a lutar com computadores lesionados meninos.
Mas a verdade, é que eu podia treinar xadrez para ver se conseguia ganhar a computador. Mas na Internet agora vendem-se troféus de tudo. Acho que vou comprar um e já fico bom jogador de xadrez. E de damas. E de futebol, apesar de ter os pés tortos.
Sou muito bom a resolver o cubo mágico ou cubo de Rubick. Outro dia desafiei o meu amigo Zebedeu e ganhei. E ele, como todos os perdedores, inventou desculpas. Disse que era daltónico. Como se isso fosse desculpa…

Também a minha irmã de 14 anos é muito boa nestas coisas em que se têm de usar a lógica e o pensamento. Ontem acabou um puzzle e só demorou seis meses. É impressionante porque a caixa dizia 2-4 anos.
Apesar deste feito impressionante, não posso deixar de apontar uma falha no seu magnífico intelecto. Quando jogamos ao pedra-papel-tesoura, ela insiste que o papel ganha à pedra. E então, um dia, atirei-lhe uma pedra enquanto ela segurava um papel. Ficou com um corte tão perfeito que parecia ter sido feito à tesoura. A partir desse dia nunca mais quis jogar comigo esse jogo.

Uma dúvida sempre me afetou na catequese, quando se falava de Noé e da sua arca. Dizem que ele levou dois exemplares de cada espécie, mas eu nunca percebi onde é que ele colocou os pica-paus.
Na catequese também sempre me ensinaram a ser simpático com todas as pessoas, em especial com os chamados nerds. Porque é muito provável que um dia acabemos todos a trabalhar para eles.

Nas aulas de História ensinaram-me que Hitler se suicidou por amor e vergonha. Eu pessoalmente acho que ele se suicidou depois de ter recebido a conta do gás.
Uma coisa que eu também nunca percebi foi o tempo que as pessoas levam a escrever uma composição. Um dia na escola, a professora mandou fazer uma composição com o título: Religião, Monarquia e Sexo. Estiveram todos uma eternidade a fazer isso e só eu, ao fim de cinco minutos, é que tinha tudo feito. A professora mandou-me a ler o que tinha escrito na redação e eu, confiante, li: Oh meu Deus, disse a princesa. Que bom! A professora gostou tanto que me mandou ir lê-la ao diretor e ele também gostou muito, que até me deu dois dias de férias por causa dela.

Enfim, tanta aleatoriedade só podia dar nisto!

Até breve! 

domingo, 2 de agosto de 2015

Orgias em massa

Parece que as minhas últimas publicações tanto neste blog como no Toda a Treta têm sido maioritariamente comentários às modas que o Verão de 2015 nos tem presenteado. Todos os anos, esta época, é propícia à aparição de novas tendências que, mais infeliz que felizmente, ganham adeptos por todo o globo.
Sou consciente que a minha opinião não foi pedida por ninguém mas esses mesmos também não me pediram para não o fazer. Como tal e para tentar contrariar a inércia que invade os nossos corpos quando o calor aperta tomo a liberdade de partilhar todo este conjunto de iões que atravessam os meus neurónios e que, no fim, conformam o meu pensamento.

Foi-me dado a conhecer, nestes últimos dias, enquanto exercitava o cérebro com uma agradável leitura, evitando milhares de atualizações na minha página do Facebook, que orgias em lares de idosos começam a tornar-se um fenómeno viral.
Começa em Inglaterra, estende-se a França, Espanha e sem nos apercebermos está a festa montada na Santa Casa da Misericórdia no fim da nossa rua.
Quem sou eu para tecer qualquer tipo de comentário negativista em relação a esta prática? Se têm a energia, vontade e interesse em fazê-lo e desde que mantenham a descrição necessária para que outros utentes com menos apetências, condições físicas e ânimo não tenham conhecimento que o senhor Joaquim anda a ver a dona Manuela sem a dentadura, acho que umas cambalhotas e pinotes com as devidas precauções não fazem mal a ninguém.

Desta forma, a malta andava distraída e, conhecidos são os benefícios do sexo, podia ser que o consumo de analgésicos e afins fossem reduzidos e, consequentemente, os gastos com eles. Aliás, o governo tinha todo o interesse e proveito em adotar uma medida semelhante sob a justificação da contenção de custos. Não teria de subsidiar lares, que muitas vezes fazem tudo menos proporcionar conforto e carinho aos nossos velhinhos, e poderia reaproveitar esses fundos na formação de profissionais verdadeiramente capazes de oferecer condições favoráveis ao bem-estar dos que, outrora, tanto aportaram de bom à formação e economia da nação tanto com o seu trabalho como com a educação proporcionada à descendência.
Mas o Homo sapiens que não sabe ser humano não conhece outra coisa que não a ingratidão e injustiça.

Mas não nos desviando do grande tema da exposição que a todos nos junta, hoje, à volta dos respetivos pedaços de hardware e software, espero que não em chamas, a realização do coito em idades já, certamente, bastante avançadas, sendo, ainda, capazes de encontrar a genica, desejo e disposição para tal é um acontecimento digno de registar. É o tanto que jornais foram avisados que tal acontecia e, agora, todo o mundo está a par da vida sexual que, nos lares, ocorre.
No entanto, só há notícia porque são atividades que ocorrem em instituições ou porque envolvem personagens conhecidas do público ou que lideram, ou lideraram, organizações que administram o dinheiro do povo, como o Dominique Strauss-Kahn. Como economista que é, este senhor já estava a prever a redução dos custos em analgésicos favorecendo a formação de endorfinas endógenas que provêm da estimulação sexual.
Se um parceiro, seja ele masculino ou feminino, já provoca a libertação de tantas dessas moléculas, a estimulação múltipla deve ser maravilhosa.

Se tais exercícios ocorressem no meu lar, o que seria fantástico, claro que com as devidas correções etárias, a menos que tivesse uma vizinha abelhuda ninguém ficaria a saber. Sendo assim, muitos outros velhinhos devem-se divertir, no anonimato, com a flexibilidade que uma anca deslocada proporciona.


Já a terminar, felicidades a todos esses audazes que provam que a idade só se vê no cartão de cidadão e não no modo como levanta o mastro. 

domingo, 26 de julho de 2015

Homens vs Mulheres

Na passada quarta-feira falei, no blog Realidade Distorcida, falei de coisinhas estranhas que eu não entendo. E hoje não vou fugir muito ao tópico. Vou falar de mulheres. Desses bichinhos complicados que Platão descreveu, em toda a sua sabedoria filosófica, como homens sem pila. Escusado será dizer o quão errado esse nosso amigo do peito, e não de outros lado porque era suspeito, estava.
Será que ele não tinha mãe? Para ver o quão diferente ela era do seu pai? Ou será que ele não percebia por passar demasiado tempo com Sócrates? De qualquer forma, tentarei explicar algumas diferenças evidentes entre homens e mulheres. Tão evidentes que até eu já percebi!
Sem mais demoras, sem mais atrasos, sem mais rodeios. Ou melhor, vamos demorar, vamos atrasar e vamos rodear mais um pouco porque é isso que elas fazem quando estão em alguma situação desconfortável ou mesmo quando se estão a arranjar para realizar a mais simples tarefa que é, por exemplo, comprar pão! Ou despejar o lixo! Provavelmente existem por aí alguns desses bichinhos que se maquilham, arranjam as unhas e vestem a melhor roupa para realizar tão rude empreitada.
Diferenças simples, sem terem de ser explicadas: as mulheres têm um armário cheio de roupas e não têm o que vestir e os homens um armários cheio de jogos sem ter o que jogar, as mulheres demoram meia hora no banho e os homens fazem as necessidades, lavam os dentes e tomam banho em menos de dez minutos, os homens leem livros para melhorarem a sua performance e as mulheres leem livros com desculpas para não o fazerem…
Mas vamos explicar algumas diferenças com um exemplo prático.

Exemplo 1: É o aniversário de casamento de casal heterossexual e decidiram comprar apenas uma prenda em conjunto. O homem quer uma máquina de lavar roupa e a mulher quer uma televisão. Como estavam num impasse, um dos membros do casal pede para o outro surpreender.
Homens: O homem ficará contente com a decisão da mulher porque sabe que, na verdade, não havia discussão possível e seria a mulher a ter verdadeiramente o poder de escolha. Sabe que numa discussão de um casal há um “vencedor” e há um homem. E, mesmo que o homem tenha razão, a mulher irá criar uma discussão de dimensões muitos maiores só para a ter.
Mulheres: A mulher, pelo contrário, ficará desiludida com a escolha do homem, independentemente da escolha realizada. Se ele optar pela televisão para agradar à mulher, apenas o está a fazer para não perder os chamados “servicinhos” e é acusado de não pensar por ele próprio ou de só pensar pela cabeça de baixo. Se decidir comprar a máquina de lavar roupa é uma besta machista que tem de ter sempre a palavra final sobre qualquer decisão.

Exemplo 2: Num encontro com amigos, também os homens e as mulheres têm comportamentos bastante diferentes.
Homens: Se um homem elogiar outro homem, isto significa que a sua amizade é recente e/ou ainda não atingiu o patamar de “amigo dos copos”. Se dois homens se insultarem frequentemente, significa que são bastante amigos, amigos o suficiente para permitir que a mulher do outro passe perto dele sem estar em perigo de ser “estruncada”.
Mulheres: Independentemente de se elogiarem ou de se insultarem, todas as mulheres se odeiam. A única forma de conservar uma amizade com uma mulher é falar de homens, mesmo que não gostem ou queiram.

Não tendo mais exemplos práticos, encerro assim a crónica de hoje.

Estejam atentos a mais atualizações e boa semana!

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Acudam a essas vacas!

Esta semana cumprimos a terceira publicação neste blog. Fico contente por ver que tanto eu como o outro colaborador estamos e continuamos empenhados em cumprir a promessa feita no primeiro texto partilhado. Finalmente, conseguimos aguentar mais do que uns míseros, mas satisfatórios, dois minutos.
No entanto, o que nos dá mais alento e confiança para prosseguir com este projeto é o facto de os nossos textos estarem a ter visualizações e partilhas, tanto nos nossos blogs pessoais como neste.
Assim sendo, agradecemos pelos 5 minutos que tiram à noitinha antes de continuarem com os vossos rituais “pré-dormitórios” e pelas cagadas que mandam.

Ao escrever e publicar com tanta frequência assombram-nos alguns problemas e questões, nomeadamente a conhecida entre toda a miudagem na aula de Português “Sobre o que vou escrever (esta semana)?”.
Efetivamente, não é fácil manter a imaginação a rolar e a escrita a fluir quando o melhor tema que temos é o facto da porca do Ti Herculano ter aprendido a fazer helicóptero com o rabo como meio de se livrar da prisão de ventre que, recentemente, tinha vindo a afetar toda a família.
Não deixa de ser um feito impressionante e inquietante. Visto a diminuta capacidade de aprendizagem autónoma de alguns animais, vejo como possibilidade mais provável o facto de esta ter sido feito mediante observação.
Felizmente, devido ao facto de eu ainda me importar com visitar familiares e ainda ter uma noção do que é o valor da família, o texto revela-se um pouco mais sucinto que o habitual e a sua publicação efetiva-se no dia seguinte ao suposto.

Devido ao explicado anteriormente, hoje, apenas comento uma notícia que me chamou especialmente à atenção durante esta semana. Esta notícia é fruto de uma investigação basal na Internet por todos nós conhecida e outra mais profunda naquela apenas acessível a quem não quer que o governo, agências secretas e respetivas mães tenham acesso ao seu histórico de pesquisas.

I.  Vacas italianas têm ar condicionado para combater a onda de calor

Creio ser oportuno começar por fazer a ressalva que os meios de comunicação italianos não se referem às numerosas e dúbias conquistas amorosas de Silvio Berlusconi. A consulta total da notícia clarificou-me as ideias visto que numa primeira e desprevenida leitura, a expressão utilizada pode conduzir a uma interpretação errada dos factos.
Aparentemente, os agricultores daquele país estão a ver os seus animaizitos muito stressados devido às altas temperaturas que se fazem sentir. As vacas produzem menos leite, as galinhas põem menos ovos e os porcos têm menos apetite. Coitadas das porcas!
 Como tal, decidiram proporcionar um ambiente de maior conforto a estes seres e instalaram chuveiros e máquinas de ar condicionado nos estábulos, galinheiros e currais.

Uma medida louvada, certamente, pelas associações defensoras dos animais devido ao sofrimento que os bichos devem estar a passar uma vez que não possuem polegares oponíveis para pegar num abanico e se refrescarem. No entanto é, por mim, reprovada visto que o dinheiro despendido poderia ter melhores destinos, como a luta contra a pobreza. E, ainda que também fosse necessária intervenção neste campo, não me refiro à pobreza de espírito. A atuação, aqui, seria mais complicada uma vez que estamos rodeados de personagens que influem como autênticos embaixadores que se empenham na afirmação e instituição desta modalidade de pobreza na nossa sociedade.  

domingo, 12 de julho de 2015

Lição de Português



Curto, grosso e engraçado. Ao contrário do que podem estar a pensar, não estou a fazer qualquer alusão ao Fernando Mendes, aquele sujeito de baixa estatura e anafado que faz os deleites dos mais velhos no “Preço Certo”. Se bem que eu desconfio que não seja propriamente devido ao Fernando Mendes. Pessoalmente, eu sou um grande fã deste programa devido às presenças das ajudantes femininas. Nunca desiludem em mostrar as pernas… e outras coisas.
No entanto, obviamente, o tema de hoje não é o “Preço Certo”. O tema de hoje vai ser bastante enriquecedor para todos aqueles que possuem uma mente perversa e quiçá um pouco badalhoca, à semelhança do nosso amigo D. Dinis. Caso não percebam a menção a D. Dinis, consultem o texto anterior para verem as vossas dúvidas e questões esclarecidas.
Falo-vos hoje da língua de Camões. Mas não vai ser um daqueles textos em que aponto alguns dos meus erros “favoritos” cometidos no quotidiano. O objetivo de hoje não é corrigir, é ensinar. Portanto, preparem-se para aprender palavras e expressões que nunca na vida usarão, exceto se a perversidade e o brilhantismo da vossa mente for tão grande como da minha (uma palavra… hoje é só uma palavra). Porque o meu intelecto força-me a utilizar estas palavras quase diariamente, nos contextos e situações menos indicados.

A palavra é estruncar. Confesso que fui procurar o significado desta palavra em dicionários online e nenhum deles reconhecia a palavra. Provavelmente porque ela tem um significado tão negro que apenas é visível na chamada dark web. Todavia, este é um espaço de aprendizagem, de respeito e boa-educação e eu sou um gentleman e, por isso, vou explicar o significado desta palavra ao jeito da Lili Caneças: Estruncar é o ato ou efeito de profligar todos os forames em que é socialmente aceite colocar o falo.
De uma forma muito mais simples e muito mais ao meu jeito: Estruncar é o ato ou efeito de destruir todos os buracos em que o mangalho cabe. Mais simples, mais badalhoco, compreensível. Fiz-me entender?


Encerro assim o texto sobre a palavra estruncar. Espero que tenham aprendido e se tenham deleitado com a sua leitura e lembrem-se que quanto mais curto mais difícil é estruncar, quanto mais grosso mais fácil é estruncar e se ela se estiver a rir, é muito provável que estejam a fazer alguma coisa mal!

domingo, 5 de julho de 2015

Mais um novo começo


Todas as épocas pós exames, pós stress e pós estar atolado numa quantidade inacreditável, interminável e inatingível de manuais, apontamentos, resumos e resuminhos, chega aquela altura em que urge focar a nossa atenção numa atividade mais…criativa.
Felizmente, possuo conhecimentos básicos em programação, design e sei distinguir o sujeito e o predicado. Ah, e que entre ambos não se deve colocar uma vírgula. Mas este já se trata de um conhecimento algo mais avançado que deixo para o Saramago vos explicar lá na outra vida.
Devido a estas minhas qualificações decidi criar este novo projeto, Treta da Realidade, que, tal como a maior parte dos meus projetos, devem-se ficar pela operacionalidade nos meses sem faculdade e em stand-by desde setembro até ao próximo verão. Vou tentar que assim não seja!

O conceito é muito simples. Basta falar com um amigo, também ele autor de um blogue, e como estão ambos de férias e solteiros cria-se magia. Se houvesse, talvez, uma piriquita pelo meio, a disponibilidade não fosse tão grande nem a energia restante para o fazer. Não sendo, para já, o caso prossigamos com os preâmbulos.
Sendo estas as condições, há tanto de disponibilidade como de energia, pelo que cada domingo será publicado um texto, alternadamente, de cada autor. Explico. Neste blogue participam os autores de Toda a Treta (eu) e de Realidade Distorcida (o amigo) e cada domingo, cada um de nós partilhará com quem lhe for aprazível a leitura dos nossos comentários. Sendo este domingo inaugural a minha vez, caber-vos-à esperar pela próxima semana para se rejubilarem com a lírica do autor de Realidade Distorcida. Talvez nos prove que a população portuguesa ainda é capaz de juntar meia dúzia de ideias numa folha de papel com um nível mínimo de correção lógica, estruturação frásica e pontuação exigida.

Apesar destas publicações semanais neste novo pedaço de delícia literária, os blogues Toda a Treta (todaatreta.blogspot.com) e Realidade Distorcida (kikosspace.blogspot.ptnão ficarão órfãos. Todas as quartas e sextas-feiras, alternadamente, serão feitas publicações pelos respetivos autores.
Esclareço melhor o acima descrito uma vez que compreendo que a conjugação de duas mentes que têm tanto de maquiavélico e genial como de resquícios de uma adolescência tardia ainda com vestígios de hormonas próprias dessa fase, pode originar um caldeirão de confusão que mesmo que o Obélix caísse lá dentro e deleitasse todo, sobraria poção para fornecer Gália inteira.

Então é assim: sendo este domingo a vez do autor de Toda a Treta de partilhar o seu comentário neste novo espaço, na quarta-feira sairá um texto no site de Realidade Distorcida e na sexta no de Toda a Treta. Na próxima semana, reverte-se o esquema. No domingo escreve aqui o autor de Realidade Distorcida, na quarta partilho eu em Toda a Treta e na sexta será revelado ao mundo novo texto no site de Realidade Distorcida. Este plano será seguido, pelo menos, até setembro, sendo que a partir dessa data a disponibilidade poder-se-á ver diminuída. E não, não será porque arranjemos piriquita. Simplesmente os deveres da faculdade invocar-nos-ão.

Resumindo: domingo haverá publicação neste blog, quarta e sexta publicação alternada nos respetivos espaços dos autores de Toda a Treta e Realidade Distorcida.

Resumo curto, conciso e, espero, eficiente!  Nada como os supostos resumos da professora de História que deveriam ser uma versão compacta do manual mas que conseguem ser mais maçudos e com 100 a 150 páginas mais do que aquele, sem imagens e letra Times New Roman a tamanho 12.

Provavelmente, não surpreende ninguém a minha falta de interesse em saber quantas vezes foi D. Dinis ao pinhal de Leiria afinfar nas damas da corte ou ao convento de Odivelas ajoelhar as freiras. Ainda que este tipo de História espevitasse o interesse de um puto de 11 anos na disciplina.
Acredito, porém, que a rainha Santa Isabel ainda duvidasse quando seu (pouco) fiel marido se dirigia ao pinhal. Talvez não achasse a retrete do palácio real tão confortável e aprazível ou acreditasse ser pouco higiénico limpar-se à mão. Ou até pouco impessoal ter um servo a fazê-lo. Preferia quiçá a célebre posição de cócoras, encontrar-se em comunhão com a natureza e limpar o rabo ilustre a macias e tenras plantas rasteiras. Ou a tojo! Sempre é mais higiénico.

Tudo isto acaba por ser especulações e fruto de uma mente que tem tanto de imaginação como de tempo livre.
O que acredito ser verdade é que, independentemente, do local escolhido por sua realeza D. Dinis para executar ato tão humano, alguma coisa haverá ter levado para fazer enquanto descia do seu trono e se colocava o nível do resto do reino. Fosse a playboy egípcia, que se resumia a um papiro com uns quantos hieróglifos indecifráveis, a revista “Como negociar com os espanhóis” ou o livro “Relacionamentos para totós”, o entretenimento do nosso rei estava, certamente, garantido naquele bocadinho.

A situação referida anteriormente levanta uma questão que nos acompanha, enquanto espécie humana, há milhões de anos: porque não somos capazes de ir cagar e concentrarmo-nos somente nessa atividade?
Que necessidade é esta, maior que a nossa própria vontade, que nos impele a realizar alguma outra tarefa que não seja aquela fundamental à continuidade da nossa vitalidade?
Será uma questão de aproveitamento de tempo? Uma questão evolutiva? Será por já vermos os nossos antepassados a fazer isto que, sem nos aperceber ou questionar, adotamos tal comportamento como nosso? Provavelmente uma questão antropológica a que nunca obteremos qualquer elucidação! A menos que se faça uma pesquisa às raízes comportamentais da espécie humana. Nah, não me parece!

Hoje em dia, as opções de entretenimento são bastantes e variadas. Desde o velhinho, sempre fiável e disponível champô da mãe, ao livro de anedotas que usas para o mesmo serviço desde que aprendeste a ler (este já tem lugar cativo no estádio do B…ou do P…, perdão, na cómoda da casa-de-banho), sem esquecer as novas tecnologias. Computadores, tablets e telemóveis repletos de aplicações (ou apps) cujo suposto inicial não terá sido, certamente, manter-nos divertidos enquanto “libertamos os prisioneiros”. Os seus criadores devem estar orgulhosos das serventias dadas pelos utilizadores às suas horas de trabalho, esforço e dedicação.

Creio que ficará por aqui o comentário desta semana. Agradecemos o tempo dispendido para ler os nossos devaneios e não se esqueçam que quarta no blogue Realidade Distorcida e na sexta em Toda a Treta (links na zona lateral esquerda) sairão dois (pouco) brilhantes textos.
Para acabar, se algum dos estimados internautas estiver a ler isto enquanto procede ao cumprimento da fisiologia humana, três pensamentos:
1.    Cumprir tal tarefa é fundamental para o bom funcionamento do organismo, por tanto, se tens vontade, evacua;
2.    Força nisso! Todos sabemos o quão complicado se pode tornar tal missão;

3.    Desde que leia o nosso blogue, pouco nos importa onde ou quando o faça.