Parece
que as minhas últimas publicações tanto neste blog como no Toda a Treta têm sido maioritariamente comentários às modas que o
Verão de 2015 nos tem presenteado. Todos os anos, esta época, é propícia à
aparição de novas tendências que, mais infeliz que felizmente, ganham adeptos
por todo o globo.
Sou
consciente que a minha opinião não foi pedida por ninguém mas esses mesmos
também não me pediram para não o fazer. Como tal e para tentar contrariar a
inércia que invade os nossos corpos quando o calor aperta tomo a liberdade de
partilhar todo este conjunto de iões que atravessam os meus neurónios e que, no
fim, conformam o meu pensamento.
Foi-me
dado a conhecer, nestes últimos dias, enquanto exercitava o cérebro com uma
agradável leitura, evitando milhares de atualizações na minha página do
Facebook, que orgias em lares de idosos começam a tornar-se um fenómeno viral.
Começa
em Inglaterra, estende-se a França, Espanha e sem nos apercebermos está a festa
montada na Santa Casa da Misericórdia no fim da nossa rua.
Quem
sou eu para tecer qualquer tipo de comentário negativista em relação a esta
prática? Se têm a energia,
vontade e interesse em fazê-lo e desde que mantenham a descrição necessária
para que outros utentes com menos apetências, condições físicas e ânimo não
tenham conhecimento que o senhor Joaquim anda a ver a dona Manuela sem a
dentadura, acho que umas cambalhotas e
pinotes com as devidas precauções não
fazem mal a ninguém.
Desta
forma, a malta andava distraída e, conhecidos são os benefícios do sexo, podia
ser que o consumo de analgésicos e afins fossem reduzidos e, consequentemente,
os gastos com eles. Aliás, o governo tinha todo o interesse e proveito em adotar
uma medida semelhante sob a justificação da contenção de custos. Não teria de
subsidiar lares, que muitas vezes fazem tudo menos proporcionar conforto e
carinho aos nossos velhinhos, e poderia reaproveitar esses fundos na formação
de profissionais verdadeiramente capazes de oferecer condições favoráveis ao
bem-estar dos que, outrora, tanto aportaram de bom à formação e economia da
nação tanto com o seu trabalho como com a educação proporcionada à
descendência.
Mas
o Homo sapiens que não sabe ser
humano não conhece outra coisa que não a ingratidão e injustiça.
Mas
não nos desviando do grande tema da exposição que a todos nos junta, hoje, à
volta dos respetivos pedaços de hardware
e software, espero que não em chamas,
a realização do coito em idades já, certamente, bastante avançadas, sendo,
ainda, capazes de encontrar a genica, desejo e disposição para tal é um
acontecimento digno de registar. É o tanto que jornais foram avisados que tal
acontecia e, agora, todo o mundo está a par da vida sexual que, nos lares,
ocorre.
No entanto,
só há notícia porque são atividades que ocorrem em instituições ou porque
envolvem personagens conhecidas do público ou que lideram, ou lideraram, organizações
que administram o dinheiro do povo, como o Dominique
Strauss-Kahn. Como economista que é, este senhor já estava a prever a
redução dos custos em analgésicos favorecendo a formação de endorfinas
endógenas que provêm da estimulação sexual.
Se um
parceiro, seja ele masculino ou feminino, já provoca a libertação de tantas
dessas moléculas, a estimulação múltipla deve ser maravilhosa.
Se
tais exercícios ocorressem no meu lar, o que seria fantástico, claro que com as
devidas correções etárias, a menos que tivesse uma vizinha abelhuda ninguém
ficaria a saber. Sendo
assim, muitos outros velhinhos devem-se divertir, no anonimato, com a flexibilidade
que uma anca deslocada proporciona.
Já a
terminar, felicidades a todos esses audazes que provam que a idade só se vê no
cartão de cidadão e não no modo como levanta o mastro.

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