domingo, 5 de julho de 2015

Mais um novo começo


Todas as épocas pós exames, pós stress e pós estar atolado numa quantidade inacreditável, interminável e inatingível de manuais, apontamentos, resumos e resuminhos, chega aquela altura em que urge focar a nossa atenção numa atividade mais…criativa.
Felizmente, possuo conhecimentos básicos em programação, design e sei distinguir o sujeito e o predicado. Ah, e que entre ambos não se deve colocar uma vírgula. Mas este já se trata de um conhecimento algo mais avançado que deixo para o Saramago vos explicar lá na outra vida.
Devido a estas minhas qualificações decidi criar este novo projeto, Treta da Realidade, que, tal como a maior parte dos meus projetos, devem-se ficar pela operacionalidade nos meses sem faculdade e em stand-by desde setembro até ao próximo verão. Vou tentar que assim não seja!

O conceito é muito simples. Basta falar com um amigo, também ele autor de um blogue, e como estão ambos de férias e solteiros cria-se magia. Se houvesse, talvez, uma piriquita pelo meio, a disponibilidade não fosse tão grande nem a energia restante para o fazer. Não sendo, para já, o caso prossigamos com os preâmbulos.
Sendo estas as condições, há tanto de disponibilidade como de energia, pelo que cada domingo será publicado um texto, alternadamente, de cada autor. Explico. Neste blogue participam os autores de Toda a Treta (eu) e de Realidade Distorcida (o amigo) e cada domingo, cada um de nós partilhará com quem lhe for aprazível a leitura dos nossos comentários. Sendo este domingo inaugural a minha vez, caber-vos-à esperar pela próxima semana para se rejubilarem com a lírica do autor de Realidade Distorcida. Talvez nos prove que a população portuguesa ainda é capaz de juntar meia dúzia de ideias numa folha de papel com um nível mínimo de correção lógica, estruturação frásica e pontuação exigida.

Apesar destas publicações semanais neste novo pedaço de delícia literária, os blogues Toda a Treta (todaatreta.blogspot.com) e Realidade Distorcida (kikosspace.blogspot.ptnão ficarão órfãos. Todas as quartas e sextas-feiras, alternadamente, serão feitas publicações pelos respetivos autores.
Esclareço melhor o acima descrito uma vez que compreendo que a conjugação de duas mentes que têm tanto de maquiavélico e genial como de resquícios de uma adolescência tardia ainda com vestígios de hormonas próprias dessa fase, pode originar um caldeirão de confusão que mesmo que o Obélix caísse lá dentro e deleitasse todo, sobraria poção para fornecer Gália inteira.

Então é assim: sendo este domingo a vez do autor de Toda a Treta de partilhar o seu comentário neste novo espaço, na quarta-feira sairá um texto no site de Realidade Distorcida e na sexta no de Toda a Treta. Na próxima semana, reverte-se o esquema. No domingo escreve aqui o autor de Realidade Distorcida, na quarta partilho eu em Toda a Treta e na sexta será revelado ao mundo novo texto no site de Realidade Distorcida. Este plano será seguido, pelo menos, até setembro, sendo que a partir dessa data a disponibilidade poder-se-á ver diminuída. E não, não será porque arranjemos piriquita. Simplesmente os deveres da faculdade invocar-nos-ão.

Resumindo: domingo haverá publicação neste blog, quarta e sexta publicação alternada nos respetivos espaços dos autores de Toda a Treta e Realidade Distorcida.

Resumo curto, conciso e, espero, eficiente!  Nada como os supostos resumos da professora de História que deveriam ser uma versão compacta do manual mas que conseguem ser mais maçudos e com 100 a 150 páginas mais do que aquele, sem imagens e letra Times New Roman a tamanho 12.

Provavelmente, não surpreende ninguém a minha falta de interesse em saber quantas vezes foi D. Dinis ao pinhal de Leiria afinfar nas damas da corte ou ao convento de Odivelas ajoelhar as freiras. Ainda que este tipo de História espevitasse o interesse de um puto de 11 anos na disciplina.
Acredito, porém, que a rainha Santa Isabel ainda duvidasse quando seu (pouco) fiel marido se dirigia ao pinhal. Talvez não achasse a retrete do palácio real tão confortável e aprazível ou acreditasse ser pouco higiénico limpar-se à mão. Ou até pouco impessoal ter um servo a fazê-lo. Preferia quiçá a célebre posição de cócoras, encontrar-se em comunhão com a natureza e limpar o rabo ilustre a macias e tenras plantas rasteiras. Ou a tojo! Sempre é mais higiénico.

Tudo isto acaba por ser especulações e fruto de uma mente que tem tanto de imaginação como de tempo livre.
O que acredito ser verdade é que, independentemente, do local escolhido por sua realeza D. Dinis para executar ato tão humano, alguma coisa haverá ter levado para fazer enquanto descia do seu trono e se colocava o nível do resto do reino. Fosse a playboy egípcia, que se resumia a um papiro com uns quantos hieróglifos indecifráveis, a revista “Como negociar com os espanhóis” ou o livro “Relacionamentos para totós”, o entretenimento do nosso rei estava, certamente, garantido naquele bocadinho.

A situação referida anteriormente levanta uma questão que nos acompanha, enquanto espécie humana, há milhões de anos: porque não somos capazes de ir cagar e concentrarmo-nos somente nessa atividade?
Que necessidade é esta, maior que a nossa própria vontade, que nos impele a realizar alguma outra tarefa que não seja aquela fundamental à continuidade da nossa vitalidade?
Será uma questão de aproveitamento de tempo? Uma questão evolutiva? Será por já vermos os nossos antepassados a fazer isto que, sem nos aperceber ou questionar, adotamos tal comportamento como nosso? Provavelmente uma questão antropológica a que nunca obteremos qualquer elucidação! A menos que se faça uma pesquisa às raízes comportamentais da espécie humana. Nah, não me parece!

Hoje em dia, as opções de entretenimento são bastantes e variadas. Desde o velhinho, sempre fiável e disponível champô da mãe, ao livro de anedotas que usas para o mesmo serviço desde que aprendeste a ler (este já tem lugar cativo no estádio do B…ou do P…, perdão, na cómoda da casa-de-banho), sem esquecer as novas tecnologias. Computadores, tablets e telemóveis repletos de aplicações (ou apps) cujo suposto inicial não terá sido, certamente, manter-nos divertidos enquanto “libertamos os prisioneiros”. Os seus criadores devem estar orgulhosos das serventias dadas pelos utilizadores às suas horas de trabalho, esforço e dedicação.

Creio que ficará por aqui o comentário desta semana. Agradecemos o tempo dispendido para ler os nossos devaneios e não se esqueçam que quarta no blogue Realidade Distorcida e na sexta em Toda a Treta (links na zona lateral esquerda) sairão dois (pouco) brilhantes textos.
Para acabar, se algum dos estimados internautas estiver a ler isto enquanto procede ao cumprimento da fisiologia humana, três pensamentos:
1.    Cumprir tal tarefa é fundamental para o bom funcionamento do organismo, por tanto, se tens vontade, evacua;
2.    Força nisso! Todos sabemos o quão complicado se pode tornar tal missão;

3.    Desde que leia o nosso blogue, pouco nos importa onde ou quando o faça.

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