Todas
as épocas pós exames, pós stress e pós estar atolado numa quantidade
inacreditável, interminável e inatingível de manuais, apontamentos, resumos e
resuminhos, chega aquela altura em que urge focar a nossa atenção numa
atividade mais…criativa.
Felizmente,
possuo conhecimentos básicos em programação, design e sei distinguir o sujeito
e o predicado. Ah, e que entre ambos não se deve colocar uma vírgula. Mas este
já se trata de um conhecimento algo mais avançado que deixo para o Saramago vos
explicar lá na outra vida.
Devido
a estas minhas qualificações decidi criar este novo projeto, Treta da Realidade, que, tal como a
maior parte dos meus projetos, devem-se ficar pela operacionalidade nos meses
sem faculdade e em stand-by desde
setembro até ao próximo verão. Vou tentar que assim não seja!
O
conceito é muito simples. Basta falar com um amigo, também ele autor de um blogue,
e como estão ambos de férias e solteiros cria-se magia. Se houvesse, talvez,
uma piriquita pelo meio, a disponibilidade não fosse tão grande nem a energia
restante para o fazer. Não sendo, para já, o caso prossigamos com os
preâmbulos.
Sendo
estas as condições, há tanto de disponibilidade como de energia, pelo que cada
domingo será publicado um texto, alternadamente, de cada autor. Explico. Neste
blogue participam os autores de Toda a
Treta (eu) e de Realidade Distorcida
(o amigo) e cada domingo, cada um de nós partilhará com quem lhe for
aprazível a leitura dos nossos comentários. Sendo este domingo inaugural a
minha vez, caber-vos-à esperar pela próxima semana para se rejubilarem com a
lírica do autor de Realidade Distorcida. Talvez nos prove que a população
portuguesa ainda é capaz de juntar meia dúzia de ideias numa folha de papel com
um nível mínimo de correção lógica, estruturação frásica e pontuação exigida.
Apesar
destas publicações semanais neste novo pedaço de delícia literária, os blogues Toda a Treta (todaatreta.blogspot.com) e Realidade Distorcida (kikosspace.blogspot.pt) não ficarão órfãos. Todas as quartas e
sextas-feiras, alternadamente, serão feitas publicações pelos respetivos
autores.
Esclareço
melhor o acima descrito uma vez que compreendo que a conjugação de duas mentes que têm tanto
de maquiavélico e genial como de resquícios de uma adolescência tardia ainda
com vestígios de hormonas próprias dessa fase, pode originar um caldeirão de
confusão que mesmo que o Obélix caísse lá dentro e deleitasse todo, sobraria
poção para fornecer Gália inteira.
Então
é assim: sendo este domingo a vez do autor de Toda a Treta de partilhar o seu
comentário neste novo espaço, na quarta-feira sairá um texto no site de
Realidade Distorcida e na sexta no de Toda a Treta. Na próxima semana,
reverte-se o esquema. No domingo escreve aqui o autor de Realidade Distorcida,
na quarta partilho eu em Toda a Treta e na sexta será revelado ao mundo novo
texto no site de Realidade Distorcida. Este plano será seguido, pelo menos, até
setembro, sendo que a partir dessa data a disponibilidade poder-se-á ver
diminuída. E não, não será porque arranjemos piriquita. Simplesmente os deveres
da faculdade invocar-nos-ão.
Resumindo:
domingo haverá publicação neste blog, quarta e sexta publicação alternada nos
respetivos espaços dos autores de Toda a Treta e Realidade Distorcida.
Resumo
curto, conciso e, espero, eficiente!
Nada como os supostos resumos da professora de História que deveriam ser
uma versão compacta do manual mas que conseguem ser mais maçudos e com 100 a
150 páginas mais do que aquele, sem imagens e letra Times New Roman a tamanho
12.
Provavelmente,
não surpreende ninguém a minha falta
de interesse em saber quantas vezes foi D. Dinis ao pinhal de Leiria afinfar
nas damas da corte ou ao convento de Odivelas ajoelhar as freiras. Ainda que este tipo de História
espevitasse o interesse de um puto de 11 anos na disciplina.
Acredito,
porém, que a rainha Santa Isabel ainda duvidasse quando seu (pouco) fiel marido
se dirigia ao pinhal. Talvez não achasse a retrete do palácio real tão confortável
e aprazível ou acreditasse ser pouco higiénico limpar-se à mão. Ou até pouco
impessoal ter um servo a fazê-lo. Preferia quiçá a célebre posição de cócoras,
encontrar-se em comunhão com a natureza e limpar o rabo ilustre a macias e
tenras plantas rasteiras. Ou a tojo! Sempre é mais higiénico.
Tudo
isto acaba por ser especulações e fruto de uma mente que tem tanto de
imaginação como de tempo livre.
O que
acredito ser verdade é que, independentemente, do local escolhido por sua
realeza D. Dinis para executar ato tão humano, alguma coisa haverá ter levado
para fazer enquanto descia do seu trono e se colocava o nível do resto do
reino. Fosse a playboy egípcia, que se resumia a um papiro com uns quantos
hieróglifos indecifráveis, a revista “Como negociar com os espanhóis” ou o
livro “Relacionamentos para totós”, o entretenimento do nosso rei estava,
certamente, garantido naquele bocadinho.
A
situação referida anteriormente levanta uma questão que nos acompanha, enquanto
espécie humana, há milhões de anos: porque
não somos capazes de ir cagar e concentrarmo-nos somente nessa atividade?
Que
necessidade é esta, maior que a nossa própria vontade, que nos impele a
realizar alguma outra tarefa que não seja aquela fundamental à continuidade da
nossa vitalidade?
Será
uma questão de aproveitamento de tempo? Uma questão evolutiva? Será por já
vermos os nossos antepassados a fazer isto que, sem nos aperceber ou
questionar, adotamos tal comportamento como nosso? Provavelmente uma questão
antropológica a que nunca obteremos qualquer elucidação! A menos que se faça
uma pesquisa às raízes comportamentais da espécie humana. Nah, não me parece!
Hoje
em dia, as opções de entretenimento são bastantes e variadas. Desde o velhinho,
sempre fiável e disponível champô da mãe, ao livro de anedotas que usas para o
mesmo serviço desde que aprendeste a ler (este já tem lugar cativo no estádio
do B…ou do P…, perdão, na cómoda da casa-de-banho), sem esquecer as novas
tecnologias. Computadores, tablets e telemóveis repletos de aplicações (ou apps) cujo suposto inicial não terá
sido, certamente, manter-nos divertidos enquanto “libertamos os prisioneiros”.
Os seus criadores devem estar orgulhosos das serventias dadas pelos
utilizadores às suas horas de trabalho, esforço e dedicação.
Creio
que ficará por aqui o comentário desta semana. Agradecemos o tempo dispendido
para ler os nossos devaneios e não se esqueçam que quarta no blogue Realidade Distorcida e na sexta em Toda a Treta (links na zona lateral
esquerda) sairão dois (pouco) brilhantes textos.
Para
acabar, se algum dos estimados internautas estiver a ler isto enquanto procede
ao cumprimento da fisiologia humana, três pensamentos:
1.
Cumprir
tal tarefa é fundamental para o bom funcionamento do organismo, por tanto, se
tens vontade, evacua;
2.
Força
nisso! Todos sabemos
o quão complicado se pode tornar tal missão;
3.
Desde
que leia o nosso blogue, pouco nos importa onde ou quando o faça.