domingo, 26 de julho de 2015

Homens vs Mulheres

Na passada quarta-feira falei, no blog Realidade Distorcida, falei de coisinhas estranhas que eu não entendo. E hoje não vou fugir muito ao tópico. Vou falar de mulheres. Desses bichinhos complicados que Platão descreveu, em toda a sua sabedoria filosófica, como homens sem pila. Escusado será dizer o quão errado esse nosso amigo do peito, e não de outros lado porque era suspeito, estava.
Será que ele não tinha mãe? Para ver o quão diferente ela era do seu pai? Ou será que ele não percebia por passar demasiado tempo com Sócrates? De qualquer forma, tentarei explicar algumas diferenças evidentes entre homens e mulheres. Tão evidentes que até eu já percebi!
Sem mais demoras, sem mais atrasos, sem mais rodeios. Ou melhor, vamos demorar, vamos atrasar e vamos rodear mais um pouco porque é isso que elas fazem quando estão em alguma situação desconfortável ou mesmo quando se estão a arranjar para realizar a mais simples tarefa que é, por exemplo, comprar pão! Ou despejar o lixo! Provavelmente existem por aí alguns desses bichinhos que se maquilham, arranjam as unhas e vestem a melhor roupa para realizar tão rude empreitada.
Diferenças simples, sem terem de ser explicadas: as mulheres têm um armário cheio de roupas e não têm o que vestir e os homens um armários cheio de jogos sem ter o que jogar, as mulheres demoram meia hora no banho e os homens fazem as necessidades, lavam os dentes e tomam banho em menos de dez minutos, os homens leem livros para melhorarem a sua performance e as mulheres leem livros com desculpas para não o fazerem…
Mas vamos explicar algumas diferenças com um exemplo prático.

Exemplo 1: É o aniversário de casamento de casal heterossexual e decidiram comprar apenas uma prenda em conjunto. O homem quer uma máquina de lavar roupa e a mulher quer uma televisão. Como estavam num impasse, um dos membros do casal pede para o outro surpreender.
Homens: O homem ficará contente com a decisão da mulher porque sabe que, na verdade, não havia discussão possível e seria a mulher a ter verdadeiramente o poder de escolha. Sabe que numa discussão de um casal há um “vencedor” e há um homem. E, mesmo que o homem tenha razão, a mulher irá criar uma discussão de dimensões muitos maiores só para a ter.
Mulheres: A mulher, pelo contrário, ficará desiludida com a escolha do homem, independentemente da escolha realizada. Se ele optar pela televisão para agradar à mulher, apenas o está a fazer para não perder os chamados “servicinhos” e é acusado de não pensar por ele próprio ou de só pensar pela cabeça de baixo. Se decidir comprar a máquina de lavar roupa é uma besta machista que tem de ter sempre a palavra final sobre qualquer decisão.

Exemplo 2: Num encontro com amigos, também os homens e as mulheres têm comportamentos bastante diferentes.
Homens: Se um homem elogiar outro homem, isto significa que a sua amizade é recente e/ou ainda não atingiu o patamar de “amigo dos copos”. Se dois homens se insultarem frequentemente, significa que são bastante amigos, amigos o suficiente para permitir que a mulher do outro passe perto dele sem estar em perigo de ser “estruncada”.
Mulheres: Independentemente de se elogiarem ou de se insultarem, todas as mulheres se odeiam. A única forma de conservar uma amizade com uma mulher é falar de homens, mesmo que não gostem ou queiram.

Não tendo mais exemplos práticos, encerro assim a crónica de hoje.

Estejam atentos a mais atualizações e boa semana!

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Acudam a essas vacas!

Esta semana cumprimos a terceira publicação neste blog. Fico contente por ver que tanto eu como o outro colaborador estamos e continuamos empenhados em cumprir a promessa feita no primeiro texto partilhado. Finalmente, conseguimos aguentar mais do que uns míseros, mas satisfatórios, dois minutos.
No entanto, o que nos dá mais alento e confiança para prosseguir com este projeto é o facto de os nossos textos estarem a ter visualizações e partilhas, tanto nos nossos blogs pessoais como neste.
Assim sendo, agradecemos pelos 5 minutos que tiram à noitinha antes de continuarem com os vossos rituais “pré-dormitórios” e pelas cagadas que mandam.

Ao escrever e publicar com tanta frequência assombram-nos alguns problemas e questões, nomeadamente a conhecida entre toda a miudagem na aula de Português “Sobre o que vou escrever (esta semana)?”.
Efetivamente, não é fácil manter a imaginação a rolar e a escrita a fluir quando o melhor tema que temos é o facto da porca do Ti Herculano ter aprendido a fazer helicóptero com o rabo como meio de se livrar da prisão de ventre que, recentemente, tinha vindo a afetar toda a família.
Não deixa de ser um feito impressionante e inquietante. Visto a diminuta capacidade de aprendizagem autónoma de alguns animais, vejo como possibilidade mais provável o facto de esta ter sido feito mediante observação.
Felizmente, devido ao facto de eu ainda me importar com visitar familiares e ainda ter uma noção do que é o valor da família, o texto revela-se um pouco mais sucinto que o habitual e a sua publicação efetiva-se no dia seguinte ao suposto.

Devido ao explicado anteriormente, hoje, apenas comento uma notícia que me chamou especialmente à atenção durante esta semana. Esta notícia é fruto de uma investigação basal na Internet por todos nós conhecida e outra mais profunda naquela apenas acessível a quem não quer que o governo, agências secretas e respetivas mães tenham acesso ao seu histórico de pesquisas.

I.  Vacas italianas têm ar condicionado para combater a onda de calor

Creio ser oportuno começar por fazer a ressalva que os meios de comunicação italianos não se referem às numerosas e dúbias conquistas amorosas de Silvio Berlusconi. A consulta total da notícia clarificou-me as ideias visto que numa primeira e desprevenida leitura, a expressão utilizada pode conduzir a uma interpretação errada dos factos.
Aparentemente, os agricultores daquele país estão a ver os seus animaizitos muito stressados devido às altas temperaturas que se fazem sentir. As vacas produzem menos leite, as galinhas põem menos ovos e os porcos têm menos apetite. Coitadas das porcas!
 Como tal, decidiram proporcionar um ambiente de maior conforto a estes seres e instalaram chuveiros e máquinas de ar condicionado nos estábulos, galinheiros e currais.

Uma medida louvada, certamente, pelas associações defensoras dos animais devido ao sofrimento que os bichos devem estar a passar uma vez que não possuem polegares oponíveis para pegar num abanico e se refrescarem. No entanto é, por mim, reprovada visto que o dinheiro despendido poderia ter melhores destinos, como a luta contra a pobreza. E, ainda que também fosse necessária intervenção neste campo, não me refiro à pobreza de espírito. A atuação, aqui, seria mais complicada uma vez que estamos rodeados de personagens que influem como autênticos embaixadores que se empenham na afirmação e instituição desta modalidade de pobreza na nossa sociedade.  

domingo, 12 de julho de 2015

Lição de Português



Curto, grosso e engraçado. Ao contrário do que podem estar a pensar, não estou a fazer qualquer alusão ao Fernando Mendes, aquele sujeito de baixa estatura e anafado que faz os deleites dos mais velhos no “Preço Certo”. Se bem que eu desconfio que não seja propriamente devido ao Fernando Mendes. Pessoalmente, eu sou um grande fã deste programa devido às presenças das ajudantes femininas. Nunca desiludem em mostrar as pernas… e outras coisas.
No entanto, obviamente, o tema de hoje não é o “Preço Certo”. O tema de hoje vai ser bastante enriquecedor para todos aqueles que possuem uma mente perversa e quiçá um pouco badalhoca, à semelhança do nosso amigo D. Dinis. Caso não percebam a menção a D. Dinis, consultem o texto anterior para verem as vossas dúvidas e questões esclarecidas.
Falo-vos hoje da língua de Camões. Mas não vai ser um daqueles textos em que aponto alguns dos meus erros “favoritos” cometidos no quotidiano. O objetivo de hoje não é corrigir, é ensinar. Portanto, preparem-se para aprender palavras e expressões que nunca na vida usarão, exceto se a perversidade e o brilhantismo da vossa mente for tão grande como da minha (uma palavra… hoje é só uma palavra). Porque o meu intelecto força-me a utilizar estas palavras quase diariamente, nos contextos e situações menos indicados.

A palavra é estruncar. Confesso que fui procurar o significado desta palavra em dicionários online e nenhum deles reconhecia a palavra. Provavelmente porque ela tem um significado tão negro que apenas é visível na chamada dark web. Todavia, este é um espaço de aprendizagem, de respeito e boa-educação e eu sou um gentleman e, por isso, vou explicar o significado desta palavra ao jeito da Lili Caneças: Estruncar é o ato ou efeito de profligar todos os forames em que é socialmente aceite colocar o falo.
De uma forma muito mais simples e muito mais ao meu jeito: Estruncar é o ato ou efeito de destruir todos os buracos em que o mangalho cabe. Mais simples, mais badalhoco, compreensível. Fiz-me entender?


Encerro assim o texto sobre a palavra estruncar. Espero que tenham aprendido e se tenham deleitado com a sua leitura e lembrem-se que quanto mais curto mais difícil é estruncar, quanto mais grosso mais fácil é estruncar e se ela se estiver a rir, é muito provável que estejam a fazer alguma coisa mal!

domingo, 5 de julho de 2015

Mais um novo começo


Todas as épocas pós exames, pós stress e pós estar atolado numa quantidade inacreditável, interminável e inatingível de manuais, apontamentos, resumos e resuminhos, chega aquela altura em que urge focar a nossa atenção numa atividade mais…criativa.
Felizmente, possuo conhecimentos básicos em programação, design e sei distinguir o sujeito e o predicado. Ah, e que entre ambos não se deve colocar uma vírgula. Mas este já se trata de um conhecimento algo mais avançado que deixo para o Saramago vos explicar lá na outra vida.
Devido a estas minhas qualificações decidi criar este novo projeto, Treta da Realidade, que, tal como a maior parte dos meus projetos, devem-se ficar pela operacionalidade nos meses sem faculdade e em stand-by desde setembro até ao próximo verão. Vou tentar que assim não seja!

O conceito é muito simples. Basta falar com um amigo, também ele autor de um blogue, e como estão ambos de férias e solteiros cria-se magia. Se houvesse, talvez, uma piriquita pelo meio, a disponibilidade não fosse tão grande nem a energia restante para o fazer. Não sendo, para já, o caso prossigamos com os preâmbulos.
Sendo estas as condições, há tanto de disponibilidade como de energia, pelo que cada domingo será publicado um texto, alternadamente, de cada autor. Explico. Neste blogue participam os autores de Toda a Treta (eu) e de Realidade Distorcida (o amigo) e cada domingo, cada um de nós partilhará com quem lhe for aprazível a leitura dos nossos comentários. Sendo este domingo inaugural a minha vez, caber-vos-à esperar pela próxima semana para se rejubilarem com a lírica do autor de Realidade Distorcida. Talvez nos prove que a população portuguesa ainda é capaz de juntar meia dúzia de ideias numa folha de papel com um nível mínimo de correção lógica, estruturação frásica e pontuação exigida.

Apesar destas publicações semanais neste novo pedaço de delícia literária, os blogues Toda a Treta (todaatreta.blogspot.com) e Realidade Distorcida (kikosspace.blogspot.ptnão ficarão órfãos. Todas as quartas e sextas-feiras, alternadamente, serão feitas publicações pelos respetivos autores.
Esclareço melhor o acima descrito uma vez que compreendo que a conjugação de duas mentes que têm tanto de maquiavélico e genial como de resquícios de uma adolescência tardia ainda com vestígios de hormonas próprias dessa fase, pode originar um caldeirão de confusão que mesmo que o Obélix caísse lá dentro e deleitasse todo, sobraria poção para fornecer Gália inteira.

Então é assim: sendo este domingo a vez do autor de Toda a Treta de partilhar o seu comentário neste novo espaço, na quarta-feira sairá um texto no site de Realidade Distorcida e na sexta no de Toda a Treta. Na próxima semana, reverte-se o esquema. No domingo escreve aqui o autor de Realidade Distorcida, na quarta partilho eu em Toda a Treta e na sexta será revelado ao mundo novo texto no site de Realidade Distorcida. Este plano será seguido, pelo menos, até setembro, sendo que a partir dessa data a disponibilidade poder-se-á ver diminuída. E não, não será porque arranjemos piriquita. Simplesmente os deveres da faculdade invocar-nos-ão.

Resumindo: domingo haverá publicação neste blog, quarta e sexta publicação alternada nos respetivos espaços dos autores de Toda a Treta e Realidade Distorcida.

Resumo curto, conciso e, espero, eficiente!  Nada como os supostos resumos da professora de História que deveriam ser uma versão compacta do manual mas que conseguem ser mais maçudos e com 100 a 150 páginas mais do que aquele, sem imagens e letra Times New Roman a tamanho 12.

Provavelmente, não surpreende ninguém a minha falta de interesse em saber quantas vezes foi D. Dinis ao pinhal de Leiria afinfar nas damas da corte ou ao convento de Odivelas ajoelhar as freiras. Ainda que este tipo de História espevitasse o interesse de um puto de 11 anos na disciplina.
Acredito, porém, que a rainha Santa Isabel ainda duvidasse quando seu (pouco) fiel marido se dirigia ao pinhal. Talvez não achasse a retrete do palácio real tão confortável e aprazível ou acreditasse ser pouco higiénico limpar-se à mão. Ou até pouco impessoal ter um servo a fazê-lo. Preferia quiçá a célebre posição de cócoras, encontrar-se em comunhão com a natureza e limpar o rabo ilustre a macias e tenras plantas rasteiras. Ou a tojo! Sempre é mais higiénico.

Tudo isto acaba por ser especulações e fruto de uma mente que tem tanto de imaginação como de tempo livre.
O que acredito ser verdade é que, independentemente, do local escolhido por sua realeza D. Dinis para executar ato tão humano, alguma coisa haverá ter levado para fazer enquanto descia do seu trono e se colocava o nível do resto do reino. Fosse a playboy egípcia, que se resumia a um papiro com uns quantos hieróglifos indecifráveis, a revista “Como negociar com os espanhóis” ou o livro “Relacionamentos para totós”, o entretenimento do nosso rei estava, certamente, garantido naquele bocadinho.

A situação referida anteriormente levanta uma questão que nos acompanha, enquanto espécie humana, há milhões de anos: porque não somos capazes de ir cagar e concentrarmo-nos somente nessa atividade?
Que necessidade é esta, maior que a nossa própria vontade, que nos impele a realizar alguma outra tarefa que não seja aquela fundamental à continuidade da nossa vitalidade?
Será uma questão de aproveitamento de tempo? Uma questão evolutiva? Será por já vermos os nossos antepassados a fazer isto que, sem nos aperceber ou questionar, adotamos tal comportamento como nosso? Provavelmente uma questão antropológica a que nunca obteremos qualquer elucidação! A menos que se faça uma pesquisa às raízes comportamentais da espécie humana. Nah, não me parece!

Hoje em dia, as opções de entretenimento são bastantes e variadas. Desde o velhinho, sempre fiável e disponível champô da mãe, ao livro de anedotas que usas para o mesmo serviço desde que aprendeste a ler (este já tem lugar cativo no estádio do B…ou do P…, perdão, na cómoda da casa-de-banho), sem esquecer as novas tecnologias. Computadores, tablets e telemóveis repletos de aplicações (ou apps) cujo suposto inicial não terá sido, certamente, manter-nos divertidos enquanto “libertamos os prisioneiros”. Os seus criadores devem estar orgulhosos das serventias dadas pelos utilizadores às suas horas de trabalho, esforço e dedicação.

Creio que ficará por aqui o comentário desta semana. Agradecemos o tempo dispendido para ler os nossos devaneios e não se esqueçam que quarta no blogue Realidade Distorcida e na sexta em Toda a Treta (links na zona lateral esquerda) sairão dois (pouco) brilhantes textos.
Para acabar, se algum dos estimados internautas estiver a ler isto enquanto procede ao cumprimento da fisiologia humana, três pensamentos:
1.    Cumprir tal tarefa é fundamental para o bom funcionamento do organismo, por tanto, se tens vontade, evacua;
2.    Força nisso! Todos sabemos o quão complicado se pode tornar tal missão;

3.    Desde que leia o nosso blogue, pouco nos importa onde ou quando o faça.